O período de aleitamento materno do bebê é um momento especial, e será ainda melhor com a participação do pai. Como ele pode ajudar? Confira a seguir as dicas do pediatra José Vicente Vasconcelos, membro do Comitê de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (SOPERJ).

Estando presente: o pai deve estar presente desde o pré-natal: nas consultas, acompanhado os exames e participando das orientações sobre o aleitamento materno. Para as primeiras mamadas, principalmente, ele precisa saber como pode contribuir, sendo capaz de perceber se a pega está adequada e se a posição está correta, por exemplo. Às vezes, o casal fica inseguro por falta de informação. E ter esse suporte na fase inicial, logo após o parto, é muito importante.

 Aproveite a licença-paternidade: durante esse período, o pai pode ajudar muito a mãe que, normalmente, sente dores, fica incomodada em função do parto normal ou cirúrgico. Então, seu apoio é fundamental. Nos dias que seguem ao parto, a mulher pode se sentir insegura, cansada, desestimulada, por achar que o bebê não está ganhando peso ou mamando direito. É nesse instante que deve entrar a contribuição do pai: aconselhando, transmitindo segurança, fazendo com que a mãe se sinta confiante.

Quando o bebê chora: em geral, o bebê chora de madrugada, mas o motivo nem sempre é fome. Pode ser fralda molhada, cólica ou até mesmo desejo de colo. E o pai pode auxiliar, ainda que seja só acalentando o bebê. Se for o momento da mamada e a mãe estiver cansada, ele pode colocá-la na posição, apoiá-la com o travesseiro, pegar o bebê, trocar a fralda.

Participando mais das tarefas domésticas: o pai também deve participar dos afazeres domésticos: é hora de ir para a cozinha, passar roupa, arrumar a casa, fazendo mais do que antes.

Ajude a inserir os filhos mais velhos: se o casal tem filhos mais velhos, o pai pode contribuir para inseri-los em algumas das rotinas com o bebê, sob sua supervisão, como, por exemplo, a hora do banho e da troca de fralda.