Preocupações com o peso corporal e a aparência podem começar antes da adolescência. Não importa quantos anos eles têm, meninos e meninas querem ter boa aparência. Isso não chega a ser um problema se a criança é saudável. Mas pode prejudicar o seu desenvolvimento se a ansiedade se torna excessiva e afeta o humor, o rendimento escolar e a escolha de alimentos. Entenda e aprenda como ajudar os seus filhos a lidarem com essa questão.

Converse com a criança: A ansiedade com a aparência é parte natural do processo de crescimento. Meninos e meninas podem se sentir frustrados porque não estão se desenvolvendo tão rapidamente quanto os outros amigos. Explique, com a ajuda do pediatra, que as mudanças corporais não acontecem ao mesmo tempo para todas as crianças.

Sem fórmulas mágicas: Mostre a criança que não existem porções mágicas e exercícios especiais para acelerar o processo de crescimento, principalmente sem a recomendação do pediatra. Ensine os seus filhos que o melhor a fazer é continuar se alimentando de forma balanceada e se manter ativo fisicamente. E que uma dieta saudável traz mais energia e disposição para o corpo funcionar com força máxima.

Incentive os pensamentos positivos: Instrua o seu filho a pensar de forma positiva. Quanto mais ele praticar essa atitude, mais chance terá de ser feliz. Por exemplo, você pode ajudá-lo a fazer uma lista de cinco a dez coisas que ele aprecia em si mesmo, qualidades que não estão associadas ao peso corporal. E diga que ele deve se ver como uma pessoa inteira. Esclareça que quando nos olhamos no espelho às vezes nos concentramos em partes do corpo.

Mostre a importância dos exercícios: As crianças (e também os adultos) aceitam melhor a própria imagem corporal quando se sentem fortes e sabem que podem fazer o que quiserem. Então, estimule as crianças a brincarem mais ao ar livre, como andar de bicicleta, fazer caminhadas, pular corda, nadar, subir as escadas em vez de usar o elevador. Mostre, dando exemplo em casa, que TV e jogos de computador podem ser divertidos, mas não ajudam muito a ter um corpo forte, bonito e, acima de tudo, saudável. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria, crianças a partir de 8 anos podem fazer musculação, desde que orientados pelo pediatra e sob rigorosa supervisão de profissional de educação física. A carga dependerá da capacidade de cada criança, mas a manifestação de “certo grau de desconforto” é o limite. Nessa fase, não se recomenda atividade em máquinas nem exceder 20 minutos por dia e no máximo três vezes por semana.

Fique atento: Os transtornos alimentares costumam se manifestar no início da adolescência e os mais conhecidos são a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno da compulsão. Na infância é mais comum a recusa alimentar, a restrição seletiva de certos alimentos, que pode se tornar grave e prejudicar o ganho de peso saudável. Em caso de suspeita, leve o seu filho imediatamente ao pediatra.

No Rio de Janeiro, há instituições públicas que oferecem atendimento em casos de transtornos alimentares. Se necessário, procure o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), endereço eletrônico: http://www.iede.rj.gov.br/ ou o Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente

NESSA/UERJ, endereço eletrônico: http://www.nesa.uerj.br/

 

Fontes: The Nemours Foundation e National Eating Disorders Association.