As férias estão quase acabando e é hora de se preparar para o novo ano letivo. Além de providenciar material e uniforme, acertar os detalhes do transporte e organizar a agenda de atividades extracurriculares, pais e responsáveis precisam incluir mais um item na lista de seus afazeres escolares: verificar a cantina da escola onde estudam seus filhos. Atualmente não há leis que proíbam a venda de produtos pouco saudáveis, mas o Ministério da saude tem um manual com orientações para as equipes das escolas e os donos de cantinas garantirem que os alunos façam boas escolhas quando forem comprar o lanche no colégio. Como boa parte dos municípios e estados é responsável pelo preparo da alimentação escolar dos colégios pcos, esse é um problema principalmente na rede particular.

"Ter uma cantina saudável deveria ser uma credencial para a escolha da escola. Além das instalações e da proposta pedaga, os pais deveriam saber o que está à venda na escola de seus filhos", sugere a nutricionista Ana Maria Ferreira Azevedo, da equipe de projetos educativos do Instituto de Nutrição Annes Dias, o o normativo e regulador do município do Rio de Janeiro para ações de alimentação e nutrição.

A capital fluminense foi pioneira, com a publicação do decreto 21.217, em 2002, que proíbe a venda e propaganda de "doces e similares; chicletes; suco à base de pdustrializado; refrigerantes; alimentos com mais de 3g de gordura em 100kcal do produto; com mais de 160mg de s em 100kcal do produto; alimentos manipulados na escola ou em local não autorizado para confecção de preparações alimentícias; alimentos que contenham corantes, conservantes ou antioxidantes artificiais; e alimentos sem ro, composição nutricional ou prazo de validade" nas escolas da rede municipal. A iniciativa inspirou ações semelhantes pelo país e uma discussão que chegou à rede particular. Em 2005, o Rio de Janeiro promulgou a Lei Estadual 4.508, que regula a venda de alimentos tanto em escolas pcas quanto em particulares. Como até agora a lei não foi regulamentada, as escolas que continuam vendendo produtos pouco saudáveis não podem sofrer qualquer sanção.

"Nosso trabalho é de orientação e convencimento", explica Ana Maria. "As crianças e jovens devem ser estimulados a fazer suas pras escolhas, mas diante de opções saudáveis. A escola tem esse papel na formação de hábitos alimentares."

Para a nutricionista, enquanto não há regulamentação, cabe aos pais procurar a direção do colégio e o dono da cantina, caso percebam que a alimentação oferecida não é a ideal.

"É preciso fortalecer a participação dos pais na escola e o controle social. Os conselhos de alimentação escolar, que existem em níveis municipal, estadual e nacional, também são fs em que essas questpodem ser debatidas. A regulamentação dos alimentos que podem ou não ser comercializados no ambiente escolar visa, sobretudo, a diminuir o acesso dos escolares à alimentação inadequada e favorecer escolhas alimentares mais saudáveis".

 

Confira algumas combinações saudáveis e oriente as crianças na hora de comprarem o lanche na cantina

 

*Fonte: "Manual das cantinas escolares saudáveis omovendo a alimentação saudável", do Ministério da saude.  Veja o manual completo em: http://www.portalsaude360.com.br/creches-escolas/manual-das-cantinas-escolares-saudaveis/