A luta contra a obesidade infantil requer a participação de toda a sociedade. Setores da Indústria Alimentícia têm tentado uma contribuição nesse aspecto. Em junho de 2016, o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) anunciaram que estudam um acordo para reduzir a quantidade de açúcar nos alimentos processados, semelhantemente ao que é feito com o sal. Confira o que as empresas de alimentos têm feito para ajudar a atenuar o risco de obesidade em seus consumidores.

 

Hoje, sabe-se que a Associação do Açúcar nos Estados Unidos pagou cientistas nos anos 1960 para minimizar a relação entre o consumo desses alimentos e doenças cardíacas, apontando a gordura saturada como a vilã, de acordo com pesquisa recente publicada na revista científica JAMA Internal Medicine, uma das mais conceituadas do mundo. Até o presente momento, a Indústria de Alimentos influencia cientistas que trabalham com nutrição humana. O açúcar é consumido excessivamente e de forma involuntária por ação das empresas alimentícias. Elas estão assumindo esta responsabilidade com respostas bem interessantes, a fim de reduzir o dano.

A Coca-Cola, por exemplo, reduziu em 12% e 16% o teor de açúcar da Fanta Laranja e da Fanta Uva, respectivamente. Na bebida Del Valle Néctar (também da Coca-Cola), houve redução de 25% na quantidade de açúcar adicionado. Recentemente, a empresa lançou a Coca-Cola com stevia com 50% menos de açúcares que a bebida comum, segundo a fabricante.

A Danone também está investindo em produtos com menos açúcar. Wilson Mello Neto, vice-presidente de assuntos corporativos dessa empresa, menciona o Danoninho “que desde 1999 já reduziu mais de 35% a quantidade de açúcar adicionada.” E destaca ainda o envolvimento da empresa em ações do governo: “A Danone participa dos acordos firmados pela ABIA com o Ministério da Saúde para a redução voluntária de nutrientes específicos, como gorduras trans e sódio”, enfatiza Wilson.

Em dezembro deste ano, a Nestlé anunciou que seus cientistas “encontraram uma maneira de estruturar o açúcar de forma diferente, na qual é possível usar menos quantidade do ingrediente e, ainda assim, manter o sabor intacto. Tudo isso utilizando apenas ingredientes naturais”. Na visão da empresa, o “novo açúcar de dissolução mais rápida permitirá à Nestlé reduzir significativamente o ingrediente total nos seus produtos de confeitaria, mantendo a qualidade e o sabor característicos da marca. Com esta inovação, a empresa estima reduzir o açúcar total em até 40% de seu portfólio de produtos, resultando numa maneira completamente nova de usar um ingrediente tradicional e natural”, declarou Stefan Catsicas, vice-presidente executivo de Tecnologia, Pesquisa & Desenvolvimento da Nestlé. A previsão é de que a Nestlé começará a partir de 2018 a usar o novo açúcar em uma variedade de produtos de confeitaria. Que surjam outras iniciativas do setor. Por enquanto, cuidado para não exagerar nas guloseimas!