Ter uma alimentação balanceada na gravidez é essencial para o desenvolvimento do bebê ainda no útero. E uma dúvida comum das gestantes nos consultórios é sobre o uso de bebidas adoçadas artificialmente. Afinal, existe algum risco para saúde do bebê? Veja a opinião de especialista. 

Um estudo publicado na revista da Associação Médica Americana sugere que bebês nascidos de mães que usavam diariamente bebidas com adoçantes artificiais na gravidez apresentavam risco de Índice de Massa Corporal (medida padrão para saber se uma pessoa está no peso ideal) mais elevado no primeiro ano de vida. Maior índice na infância e na adolescência aumenta a chance de excesso de peso e de obesidade na vida adulta, assim como de doenças cardiovasculares. Mas há diferenças na medição em adultos e crianças.

“Esse é o primeiro estudo relevante sobre o tema com bebês em amamentação e devemos ter cuidado antes de tirarmos conclusões de forma precipitada. É necessário analisar como foi feita a pesquisa. Ainda não podemos afirmar que uso de adoçante na gestação é responsável pelo sobrepeso do bebê”, diz Patrícia Padilha, professora de Nutrição Materno-Infantil e vice-coordenadora do Grupo de Pesquisa em Saúde Materna e Infantil na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Não devemos estimular o uso dos adoçantes (ou edulcorantes) sem controle. Esse tipo de produto deve ser usado por quem precisa dele e nas doses recomendadas. Por exemplo, a gestante diabética e com acompanhamento”, orienta Patrícia.

Da mesma forma, o açúcar refinado deve ser evitado e os seus substitutos (mel, açúcar demerara, mascavo etc.) devem ser consumidos na quantidade certa, com orientação de nutricionista.