O seu filho está acima do peso e você decide que é hora de levá-lo ao pediatra e ao nutricionista. Sai de lá com informações e uma lista sabendo o que ele precisa comer e evitar, inclusive com orientações para toda a família. Agora, é só seguir as orientações e bingo!, quilos a menos, não é? Calma, tem um detalhe importante que vale para todos e talvez você nunca tenha ouvido falar ou dado a devida atenção.

“A transformação alimentar passa por dois caminhos conceituais. Primeiro, a pessoa precisa reconhecer seus pontos fracos no comportamento alimentar e negociar com eles. Em segundo lugar, precisa aprender o que é comer saudável”, diz a nutricionista Bia Rique, autora dos livros “Comer para emagrecer” (Editora Casa da Palavra) e “Novos conceitos de alimentação saudável” (Editora Tecmedd).

As vulnerabilidades citadas pela especialista podem ser compulsões alimentares, gula, falta de tempo para cozinhar ou o hábito de comer por ansiedade, comum até em crianças. Segundo Bia Rique, essa primeira etapa, que envolve questões mais subjetivas do que uma lista com o que se deve ou não dar preferência na hora de montar o prato, é a mais difícil.  

Quando é dada a devida atenção ao primeiro passo, o segundo se torna bem mais fácil. Observe quais são os pontos frágeis da sua família na busca por uma alimentação mais saudável. Tente trabalhá-los – lembrando que a orientação profissional é bem-vinda – e leia as dez dicas de ouro que selecionamos para facilitar suas escolhas, o que envolve o aprendizado sobre o que é comer bem. Elas vão ajudar a melhorar a sua saúde e, claro, a sua vida.