Numa alimentação balanceada, todos os grupos alimentares são importantes. Cada um desempenhará uma função. As proteínas, por exemplo, são responsáveis por promover o crescimento e o desenvolvimento do organismo, além de melhorar a resistência às doenças.

Quando observamos a pirâmide alimentar, atualizada pelo Ministério da Saúde no ano passado, é possível notar que ela é encontrada em diferentes tipos de alimentos.

“As proteínas vêm de origem animal e vegetal, e constituem-se fontes de aminoácidos imprescindíveis para a construção de estruturas do organismo, como músculos, cabelos e unhas”, explica a nutricionista clínica Virginia Nascimento, mestre em educação e saúde.

A introdução das proteínas na alimentação infantil, após o período exclusivo de aleitamento materno, tem que começar aos poucos. Pequenas quantidades de carnes magras devem ser cozidas e amassadas com legumes. A partir dos 2 anos, o consumo pode ser ampliado.

“Em média, a capacidade digestiva para uma criança de 2 a 5 anos é de um bife de 80 gramas, no almoço ou no jantar”, explica ela, que é também especialista em fisiologia digestiva.

Segundo a nutricionista, embora alimentos de origem vegetal, como o feijão e outras leguminosas, também sejam fontes de proteínas, é nas carnes, ovos e laticínios que elas são mais ricas. “Os alimentos de origem animal devem corresponder a 70% da ingestão diária de proteínas, e os vegetais, a 30%”, afirma.