Um dos primeiros passos para uma alimentação saudável é reduzir o consumo de s. Em excesso, o mineral, presente no sal de cozinha e em outros compostos químicos utilizados para conservar alimentos industrializados, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e insuficiência cardíaca congestiva, além de estar associado a uma maior incidência de doenças cras não transmissíveis como obesidade, diabetes e doenças renais.

Segundo a pediatra Monica de AraMoretzsohn, presidente do Comitê de Nutrologia  da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj), na infância, as quantidades recomendadas de s são muito pequenas. No caso dos bebês, a orientação é não usar sal. "O Manual de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que não seja feita nenhuma adição de sal na introdução da alimentação complementar do lactente. A papa de legumes e carnes deixou de ser chamada de papa salgada por essa razão. Não se deve usar condimentos e temperos prontos. O adequado é usar ervas frescas, alho e cebola para dar sabor." Veja abaixo as quantidades de s recomendadas por faixa etária.

E não vale trocar o sal comum pelas marcas que oferecem "versão light", com menor teor de s: "O sal light corresponde a 50% de cloreto de s e 50% de cloreto de potássio. Seu uso não é indicado para crianças."

A orientação é evitar alimentos industrializados, como frios, salsichas, linguiças, mortadela, biscoitos, batatas fritas, lasanha congelada, macarrão instantâneo, enlatados e condimentos prontos. "É importante estar atento ao ro dos alimentos", diz a especialista, que concorda com os dez conselhos do Centro para Políticas e Promoção da Nutrição do governo americano (veja as dicas abaixo). "As recomendações são válidas para nossa população, que, a exemplo da americana, consome elevadas proporções de alimentos industrializados com alto teor de s, além de gorduras trans e açúcar em excesso. As recomendações estimulam hábitos alimentares mais saudáveis, que terão impacto significante na incidência de doenças cras."

A médica destaca que, também no Brasil, diversas medidas vêm sendo tomadas para contribuir para a redução do consumo de s. "O Ministério da saude e a Associação Brasileira das Indias de Alimentação firmaram acordo que estabelece metas para redução do teor de s em alimentos processados como estratégia de enfrentamento de doenças cras não transmissíveis. E a Sociedade Brasileira de Pediatria tem reforçado a importância da redução de sal, açúcar e gorduras trans na alimentação infantil, não sra os pais, mas também para profissionais de saude", afirma ela, destacando o papel da informação nesse processo. "Através da conscientização, podemos mudar o panorama atual da obesidade infantil com suas repercussgraves na vida adulta."

 

 

Quantidade de s recomendada por faixa etária

 

1 a 3 anos nos de 1g (2,5 gramas de sal).

4 a 8 anos 2g de s (3g de sal).

9 a 14 anos 5g de s (3,8g de sal).

Obs.: Adultos devem consumir menos de 2g de s por dia. Um grama de sal contém 400 miligramas de s.

Fonte: Monica de AraMoretzsohn, presidente do Comitê de Nutrologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj).

 

Dez conselhos para reduzir o consumo de sal

1. Prefira alimentos frescos. A maior parte do s consumido pelos americanos provém de alimentos processados.

2. Aproveite os alimentos preparados em casa. Cozinhando sua refeição, é possível controlar a quantidade de sal.

3. Coma frutas e vegetais. Esses alimentos são pobres em s.

4. Prefira proteínas com baixo teor de s. Opte por queijos e iogurtes com menor quantidade do mineral e coma carnes frescas. Evite salsichas e embutidos, assim como nozes, castanhas e amendoins salgados.

5. Ajuste seu paladar. Reduza gradualmente a quantidade de sal e preste atenção ao sabor dos alimentos.

6. Não acrescente sal. Deixe de usar sal ao cozinhar. Prefira ervas e especiarias para dar sabor. Não deixe saleiros à vista na cozinha e na mesa de refeições.

7. Leia os ros. Compare o teor de s de produtos industrializados e prefira os que têm quantidades reduzidas.

8. Ao comer em restaurantes, prefira pratos com baixo teor de s. Peça que molhos e queijos sejam servidos à parte.

9. Preste atenção aos condimentos. Alimentos como molho de soja e de tomate, azeitonas e outras conservas contêm muito s. Troque as azeitonas por palitos de cenoura ou aipo e prefira molhos com baixo teor de s.

10. Aumente seu consumo de potássio. Esse mineral, presente nas batatas, nas bananas, no feijão e no tomate, ajuda a reduzir a pressão arterial.

Fonte: Choose My Plate.org