Empada de frango, espetinho de camarão, queijo coalho, cuscuz, biscoitos, sanduíche natural, salada de frutas, açaí, água de coco, mate, sucos etc. Essas e muitas outras comidas e bebidas tentadoras fazem parte do cardápio do brasileiro nas praias de todo o país. Mas todo cuidado é pouco na hora de consumir esses alimentos. Pesquisa da PROTESTE (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) – realizada no litoral de cinco estados brasileiros – comprovou que esses produtos, oferecidos principalmente por ambulantes, são preparados sem o mínimo de preocupação com a higiene – um desleixo que abre caminho para germes nocivos à saúde, como bactérias e fungos. Saiba como se proteger sem passar fome.

A pesquisa da PROTESTE (www.proteste.org.br) foi feita em outubro e novembro do ano passado – período ainda com temperaturas amenas –, e em mais da metade dos produtos, os técnicos constataram a “presença considerável de micro-organismos” (como mesófilos aeróbios, bolores e leveduras). Este é um sinal de “que o alimento apresenta condições favoráveis para o crescimento de bactérias causadoras de intoxicação ou infecção alimentar”, principalmente sob o calor, que provoca sua rápida deterioração, disse a PROTESTE.

“Uma opção nas praias são os picolés de frutas, sempre de marcas conhecidas. Outras alternativas são o queijo coalho bem assado na brasa e o biscoito de polvilho”, recomenda a nutricionista Paloma Stappazzoli, sócia do Espaço Nutriente Paloma Stappazzoli.