O aleitamento materno é extremamente importante e extrapola quaisquer questões nutricionais. A criança amamentada no seio adoece menos e fica mais protegida contra infecções, diarreias, alergias, obesidade e doenças crônicas. Também terá melhor desenvolvimento da cavidade bucal e do sistema cognitivo. E para que a amamentação seja ainda mais eficiente, uma alimentação saudável e balanceada da lactante faz toda a diferença.

 

 De acordo com a nutricionista Karina dos Santos, mestra em nutrição humana e membro do grupo de pesquisa em saúde materna e infantil da UFRJ, é aconselhável que a mulher que está amamentando tenha uma alimentação bem variada com diferentes grupos de alimentos, como cereais, frutas, verduras, legumes, derivados de leite e carnes. “O consumo de uma alimentação diversificada pela mãe pode facilitar a aceitação da criança para maior variedade de alimentos, futuramente”, afirma a nutricionista.

 Em geral, não há restrição de alimentos específicos no decorrer da lactação, que possam repercutir em respostas do bebê, como cólicas ou gases. Entretanto, quando a mulher nota que, ao consumir um determinado alimento, tais alterações acontecem, é indicada uma suspensão temporária do alimento e a reintrodução gradativa. Nos casos de alergias e intolerâncias alimentares dos bebês, a avaliação deve ser feita de maneira individualizada, por profissionais de saúde.

 Karina lembra que a dúvida mais frequente quanto à amamentação deriva do mito comum do leite fraco ou insuficiente para saciar a fome do bebê. “A produção de leite é motivada por fatores hormonais do período e, principalmente, pelo estímulo de sucção do bebê no seio materno. A maioria das mulheres tem condições de produzir leite em composição e quantidade suficientes para atender à demanda do bebê.” Porém, esta queixa tão comum é sentida como real pelas nutrizes. A causa, quase sempre é emocional.

 E complementa: “Fatores relacionados ao estresse e à ansiedade presentes no puerpério (período pós-parto) costumam interferir na ‘descida do leite’. Antes que se recorra a produtos complementares ao leite materno, é importante que um profissional de saúde revise a posição da pega do bebê no seio materno durante a amamentação; oriente a estimulação a sucção da criança no seio e tranquilize a mãe e a família para que o processo ocorra de forma natural”.

 O leite materno é imprescindível para o desenvolvimento da criança devido às suas propriedades nutricionais. Ele fornece a quantidade total necessária de energia e nutrientes, garantindo também a hidratação do bebê até os seis meses de vida, sendo recomendado como alimento exclusivo nesse período, em que não se deve oferecer outros alimentos ou líquidos. O aleitamento no seio materno deve ser continuado até os dois anos de vida da criança, associado à alimentação complementar, que, conforme o nome diz, complementa a amamentação no seio. 

 A alimentação saudável da mulher antes, durante e após a gestação é capaz de modular o funcionamento do organismo do bebê de forma importante, repercutindo fortemente em sua vida adulta.

Quer saber mais sobre a amamentação? Veja as orientações do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Visite os sites abaixo e apreenda mais sobre o assunto.

 Como se preparar para o aleitamento

 <http://www.pediatriaparafamilias.com.br/website/paginas/materias_gerais/materias_gerais.php?id=65&content=detalhe>.

 A importância do aleitamento materno

 <http://www.pediatriaparafamilias.com.br/website/paginas/materias_gerais/materias_gerais.php?id=66&content=detalhe>.